E a dor é maior do que parece.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Legio Urbana Omnia Vincit
editado... tava meio bizarro, o blogger tinha comido um trecho do que eu escrevi; =(
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27 de março.
Há 51 anos nascia um dos poetas mais cativantes que este país já viu.
Renato sempre fez parte da minha vida.
Escuto Legião Urbana desde criança, desde bebê. Me traz boas lembranças. Muito boas.
Lembranças que me remetem ao meu querido irmão.
Daquele tempo em que eu era criança, e apenas descobria o mundo. Não precisa pensar nem analisar, apenas saber de tudo que existe e de tudo que acontece. Tempo em que eu podia constatar algum aspecto bastante cruel da vida - como crianças, exatamente como eu na época, dormindo em papelões no frio curitibano e passando fome; coisa que por sinal eu nunca entendi -, e simplesmente ignorar, pensar que não era verdade, e inventar a história do mundo com meus brinquedos. Eles me bastavam.
Do tempo que eu colocava os vinis na sala e ficava pensando o dia todo no meu irmão, desejando que ele voltasse pra casa logo.
Ele é fanático por legião - ou era, hoje o coitado não tem mais tempo pra nada - e eu era fanática por ele. Logo, adorava estar em contato com as coisas que ele adorava, apenas pra poder sentí-lo mais perto de mim, visto que ele saía o dia todo e saiu de casa quando eu tinha apenas 7 anos.
Foi desde pequena que aprendi a gostar de ouvir as músicas do Renato. Não somente pelo meu irmão. Mas por, de alguma forma, sentir as músicas. É claro que eu não entendia bulhufas do que estava sendo dito, e olha que eu tentava, como tentava! Mas as coisas não faziam sentido no meu pequeno universo resumido a poucas palavras. Mas a música, a melodia... diziam tudo.
Não raros eram os dias que eu sentava na sala, sozinha, colocava um vinil e escutava Legião por horas e horas. Pensava nas letras. Tentava entender todo o sentimento que aquela voz me fazia perceber. Chorei muitas vezes. Sem nem mesmo entender uma palavra. Dizem que a música é a linguagem universal, não é?
E sinto as músicas até hoje.
Não raro me pego com vontade de ouvir Legião.
Concordo com meu irmão que não é todo dia que se pode ser legionário; não é todo dia que estamos no clima de ouvir Renato Russo.
Mas sua presença sempre foi constante em minha vida. Sempre.
Ouso dizer que conheço quase todas as músicas.
Sei cantar, e sei o que cada uma significa pra mim.
Impossível postar uma que me chame mais a atenção: amo todas, todas sem exceção.
Legião Urbana é parte da minha vida.
Sei que há quem ame, e há quem odeie, e arrisco dizer que quem odeia é porque não entende.
Simplesmente assim.
Eu entendo, cada momento de uma forma.
E me sinto acolhida, e compreendida.
E com uma angústia no peito que só quem sente sabe o que é.
Mas sempre com a nostalgia presente.
De um tempo ruim, mas ao mesmo tempo bom, que não volta mais...
Pra fechar, termino o post com uma das músicas que mais me dá nostalgia.
Do tempo que eu ficava pensando o que seria ter amigos, que precisavam trabalhar; o que seria essa coisa de não ter dinheiro; o que seria viver nesse mundo, que diziam ser tão difícil; sempre quis entender porque ele, homem feito, tinha medo e não conseguia dormir.
Hoje em dia eu sei.
E nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos...
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27 de março.
Há 51 anos nascia um dos poetas mais cativantes que este país já viu.
Renato sempre fez parte da minha vida.
Escuto Legião Urbana desde criança, desde bebê. Me traz boas lembranças. Muito boas.
Lembranças que me remetem ao meu querido irmão.
Daquele tempo em que eu era criança, e apenas descobria o mundo. Não precisa pensar nem analisar, apenas saber de tudo que existe e de tudo que acontece. Tempo em que eu podia constatar algum aspecto bastante cruel da vida - como crianças, exatamente como eu na época, dormindo em papelões no frio curitibano e passando fome; coisa que por sinal eu nunca entendi -, e simplesmente ignorar, pensar que não era verdade, e inventar a história do mundo com meus brinquedos. Eles me bastavam.
Do tempo que eu colocava os vinis na sala e ficava pensando o dia todo no meu irmão, desejando que ele voltasse pra casa logo.
Ele é fanático por legião - ou era, hoje o coitado não tem mais tempo pra nada - e eu era fanática por ele. Logo, adorava estar em contato com as coisas que ele adorava, apenas pra poder sentí-lo mais perto de mim, visto que ele saía o dia todo e saiu de casa quando eu tinha apenas 7 anos.
Foi desde pequena que aprendi a gostar de ouvir as músicas do Renato. Não somente pelo meu irmão. Mas por, de alguma forma, sentir as músicas. É claro que eu não entendia bulhufas do que estava sendo dito, e olha que eu tentava, como tentava! Mas as coisas não faziam sentido no meu pequeno universo resumido a poucas palavras. Mas a música, a melodia... diziam tudo.
Não raros eram os dias que eu sentava na sala, sozinha, colocava um vinil e escutava Legião por horas e horas. Pensava nas letras. Tentava entender todo o sentimento que aquela voz me fazia perceber. Chorei muitas vezes. Sem nem mesmo entender uma palavra. Dizem que a música é a linguagem universal, não é?
E sinto as músicas até hoje.
Não raro me pego com vontade de ouvir Legião.
Concordo com meu irmão que não é todo dia que se pode ser legionário; não é todo dia que estamos no clima de ouvir Renato Russo.
Mas sua presença sempre foi constante em minha vida. Sempre.
Ouso dizer que conheço quase todas as músicas.
Sei cantar, e sei o que cada uma significa pra mim.
Impossível postar uma que me chame mais a atenção: amo todas, todas sem exceção.Legião Urbana é parte da minha vida.
Sei que há quem ame, e há quem odeie, e arrisco dizer que quem odeia é porque não entende.
Simplesmente assim.
Eu entendo, cada momento de uma forma.
E me sinto acolhida, e compreendida.
E com uma angústia no peito que só quem sente sabe o que é.
Mas sempre com a nostalgia presente.
De um tempo ruim, mas ao mesmo tempo bom, que não volta mais...
Pra fechar, termino o post com uma das músicas que mais me dá nostalgia.
Do tempo que eu ficava pensando o que seria ter amigos, que precisavam trabalhar; o que seria essa coisa de não ter dinheiro; o que seria viver nesse mundo, que diziam ser tão difícil; sempre quis entender porque ele, homem feito, tinha medo e não conseguia dormir.
Hoje em dia eu sei.
E nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos...
segunda-feira, 14 de março de 2011

Saudade de tanta coisa, tanta gente.
Saudade de tudo que já esteve comigo, e de tudo que já fui.
Saudade de tudo que quis ser.
Saudade de tudo que vivi e deixei de viver.
Saudade de quem já se foi, e de quem ainda tá por aqui.
Saudade de tudo aquilo que ainda não vivi.
Simplesmente saudade.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O império do sol
Foi você quem me ensinou a gostar de todo mundo,
A respeitar, e adorar, o diferente.
Me ensinou a encarar o mundo de frente, e levantar a cabeça mesmo quando o destino, ou um parente,
te coagia fisicamente a mudar de jeito.
Jeito... que jeito?
Esse jeito criança de ser? Esse jeito infeliz de viver?
Sei que você sofria. Na época achava que sabia, mas hoje tudo se torna claro
E vejo a realidade mais cruel do que nunca.
Você nunca teve seu espaço, seu cantinho, seus pertences.
Nunca teve um abraço de amor sincero, nem um sorriso de aprovação contente.
Sentiu na pele o que é o preconceito.
Sentia-o a cada chinelada, a cada cintada, a cada risada.
Sentia-o em cada emprego, em cada comentário daqueles que diziam te amar.Sei que eu devia ter dado mais de mim pra você.
Sei que eu podia ter sido alguém melhor na sua vida.
Infelizmente, não tive nem maturidade, nem tempo suficiente. Mas sinto-me feliz por saber que nunca, nem um dia sequer, zombei de ti
Nunca fiz pouco da tristeza que sentia, e da injustiça a que era submetido.
Gostava, e gosto de você, do jeito que você é. Do jeito que “D'us” te fez. Gosto de você exatamente do jeito que você se gostava.
Nunca fiz pouco do teu sofrimento. Queria muito mesmo que você pudesse compreender isto.
Queria que você pudesse entender que te ver sofrendo era demais pra mim, eu não conseguia digerir toda a situação. Não entrava na minha cabeça o menor rastro de possibilidade de te perder.
Sei que a culpa era dela, e não de você.
Mas minha burrice me fez personalizar toda essa angústia em ti.
E me fez te enxergar, ao invés de debilitado, forte.
Me fez ver, quando te enxergava, alguém saudável, e não doente.
Me fez achar que era tudo passageiro, quando a gente sabia [ eu e você ] que não era.
Era mais real do que nunca. Era arealidade esmagando as nossas vidas.Sinto falta de te ter por perto. De escutar as coisas bizarras que você falava, de escutar seus sonhos infantis e de certo modo estúpidos.
Falta de te ver dançando pela casa, de conversar com você.
Falta do abraço que você me deu no dia que eu não passei no vestibular. Lembra? Era tudo que eu precisava, de um abraço e mais nada. E você me deu um dos melhores abraços do mundo, e chorou abraçado comigo, e sentiu a minha dor como se ela doesse em ti.
Aquilo nunca vou me esquecer. Me senti amada naquele momento, mais do que nunca. Compartilhávamos mais do que o resto do mundo podia imaginar. Sei que você se sentia um pouco deslocado, como eu. Mais ainda por ser quem você era. Estes sentimentos são coisas que só nós dois sabemos, por mais que os outros nos amem, sempre tem esse vaziozinho lá no fundo.
Admiro a força que você teve pra nadar contra a corrente. Admiro você ser essa pessoa maravilhosa que era, mesmo a vida te botando sempre pra baixo.
Não era o mais bonito, nem o mais inteligente, nem o mais querido. Aos olhos alheios, você deixava muito a desejar.
E eu te digo, meu querido, que te amo do jeito que você é, do jeito que sempre vou lembrar de ti: essa sensibilidade no olhar; essa ânsia por amar e ser amado; essa vontade imensa de ser feliz. Essa eterna procura por um lugar no qual seu sol, o seu próprio, pudesse imperar, e não o dos outros.Não foi possível não é? Mas tua força ao tentar foi algo muito invejável e louvável.
Te admiro por isso, e por muitas outras coisas.
Uma das coisas mais tristes é saber que você não conseguiu ser feliz.
Isso realmente me deixa triste. A vida não foi justa com você, assim como não é com todos nós.
Saiba que tudo que fiz e deixei de fazer foi por amor.
Fui fraca. Fui fraca. Fui fraca.
Posso ter parecido um pouco prepotente, e um pouco negligente. Mas te juro, era apenas fraqueza.
Hoje ainda não é fácil pensar nisso tudo, e por isso na maioria das vezes não o penso.Mas afinal, é seu aniversário, e acho que já está na hora de eu encarar de frente esses medos, encarar de frente minhas limitações e os erros que essas limitações me fizeram cometer.
Errei.
Não queria ter errado, mas errei. Não queria ter errado, não com você, nem naquele momento tão frágil, mas errei.
Hoje, poderia ficar aqui falando horas e horas de como você faz falta, porque realmente o faz.
Mas não, ainda não é o momento. Ainda precisamos acertar as nossas contas.
Sei que te magoei, e pode ter certeza, me magoei também.
Não queria ter sido quem fui, nem ter feito o que fiz, mas não posso voltar no tempo.
Tem coisas que não voltam, e acho você é uma delas.
Por isso que neste dia, sinto que antes de falar o que você é pra mim, preciso dizer o que está entalado aqui há tantos e tantos anos. Queria poder te dizer isso olhando em seus olhos.
Aceite as minhas mais sinceras desculpas.
Pra que eu possa seguir em paz, pra que eu consiga lembrar de ti somente com lágrimas de saudades nos olhos, e não de remorso.
Mil vezes, desculpa.
Com muito muito muito muito amor,Feliz aniversário.
E te sinto em cada pôr-do-sol.
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